quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Espiritualizar-se

Crie seu próprio caminho, sua própria história. Ouça a ti mesmo:o excesso de vozes e pseudos amigos distorcem , pensamentos e decisões.
Não usufrua dos bens alheios como proveito de diversão e lazer; crie seu próprio lugar e tenha você, algo a oferecer – Pois o comodismo o torna volúvel, ao meio dos que aproveitam da mesma forma.
Faça da sua vida, um árduo trabalho, meditação e cuide de seu futuro.
Tenha algo a oferecer como pessoa – Não espere que os outros sempre estejam oferecendo.
Criatividade, respeito, música e vinho,
 já é um bom começo…
Seja espelho, referência, exemplo. Suas atitudes ficam marcadas, tanto as negativas, como as positivas.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

A sala

Hora é minha, horas é tua hora é de todos.
Hora é negra, hora é azul, hora e vermelha.
Hora tem silêncio, hora tem som, hora geme.
Muda-se o tom, para então tornar-se outro ambiente.
Tem a cara do seu estado de espírito.
A fumaça entrelaça lustres e lâmpadas.
Pela fresta da janela sinto o cheiro da madeira, assim vejo  luz e o silêncio da noite.
Hora parece ter alguém que não quer calar.
Hora parece existir uma criança por trás do sofá, querendo fazer chorar.
Já foi assim e assado;
Verde, bege, vermelha.
A sala... A sala... A sala...
A sala sempre foi a mesma...
 O que mudou...
Foram somente pessoas e suas intenções....

Entre abraços

Esteves em todos os abraços, enquanto que o amor mais antigo se imitava nos pseudos amores, só para sentir mais uma vez... Só assim um possível esquecimento em vão...
Mas que na história das paixões, você fica mais óbvio, sempre aparecendo, se mostrando, se prevalecendo... E os falsos romances, só mascaram aquilo que mais precisas...
De uma saudade que vai e vem, sempre, dentro d’outros olhares... Seus instintos tão obscuros, que enquanto sóbrio, não percebia, o quanto a noite, ainda estava vazia...
E quando chama pelo teu nome, atendes sempre que se desejam.
O obsoleto, o desejo e a noite cai, com o soneto e cordas...
O vinho ainda estava cheio e tua mente pedia por tudo, soando tão estranho...
Cada nota, soava ao vento e entre um e outro, era sempre o mesmo.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Comunicação




Comunicar-se, é dar algo de si, é superar, saber ouvir, saber doar.


Tu és aquilo que o outro vê;


Enquanto que não expressante tua fala e ação.


Inerte que seja tua alma, que enquanto dorme, os subjugam.


Reflexos de tua não expressão.


E de nada adianta intectualizar-te, se não expor-te;


Pois o rótulo está inerte ao objeto que não se comunica.

Espelho

O que faz da imagem o espelho, é olhar-se para si e para dentro.


O que faz do sonho, é olhar-se para fora e para o mundo.


E da vontade, é olhar para si, comparar à sociedade.


Trazendo à tona, moral, que se faz, para tal.

Ensaio para Amante

O concerto para clarinete de Mozart, o sutiãn preto jogado em cima da cama, o telefone que não tocava.
O guarda-roupa cheio de roupa, cheio de esperança e roupa suada.
A fotografia mais formosa e vistosa, seu cabelo esvoaçante, eu sou amante.
Os óculos quebrado, o anel esfolado, a coberta enrolada, o quadro dançante.

O livro em cima da cabeceira por terminar, o difícil respirar, tu és a a amante.

Bate a porta com o suco mágico e tabaco alegre.

E tudo se torna tão filosófico, perfeito teu ego que se ergue, mas só por aquele momento;

Ali fora a melhor mulher e quando o suco e o tabaco acabarem, também serás a melhor-amante.

PARTITURAS E SONETOS

Se o vento separa as folhas do livro, uma rosa será posta sobre a partitura e sonetos.
Enquanto que as mãos se tocavam, seu rosto, eu o via pelas sombras.
Se olhares mais além, a alma que habita em nossos corpos, enquanto que sua boca toca a minha.
E se a página do livro virar, verás que ainda não encerrou. Foi apenas o término do começo
e uma nova história continua.
As folhas velhas e secas cairão sobre o piano e os cabelos ao vento soarão.
E como as folhas, sonetos, rosas...
Todos estarão.

Inseguro

O que não se repete, se imagina.
Da incerteza à razão de ser pensante.
Parecia viver tudo, em um único só momento.
Mas não passava de imaginação; uma vez que controlo onde estou e com quem estou.
Assim, não imaginava estar só.
Por opção e insuficiência, onde todos estavam- mas era pequeno e não completaria assim, todos os sentidos;
Como um brinque, como um único toque.
Onde toda a verdade escondida, ali se encontrava;
Num único e somente lugar.

Existiria enquanto vivia,
Mas sóbrio não poderia.
Transportei-me por algo que consumia, alguém, que nunca existira.
Um livro que se julga difícil de ler.
E no mesmo instante que se ama, se perde no disprazer.

Canção empoeirada

Um velho rádio, encontrei no porão;
Assoprei a poeira que o tempo havia deixado.
Resolvi tocá-lo, para ver se ainda funcionava e uma velha cantiga tocou.
Não sei se era o tempo que voltara, ou se ainda presente estava.
E no mesmo instante, verifiquei se ali, você estava e em minha memória você estava.
Se meus costumes ainda lhe pertenciam, minha intolerância, ainda te refletia.

A viagem (Encontro)


No avião...

Por entre bancos e olhares se estendem por partes em partes.
Se deslumbrares, uma recordação, por objetos e imagem, não descartas o teu ser.
O sobrado, a casa, o vilarejo, a aldeia.
E por onde passar, deixas teu rastro.
E se um dia te lembrares, te verei noutros olhares.
E os granitos que encontrares pelos caminhos, são histórias que por ali deixei.


Lembranças de cristal

O último toque de vinho que derrama em sua boca,
Sem presença, sem alma, sem crença.
O que ficou foi em vão.
O que se deixou foi o meio da tarde que de você me lembrei.
Parei o que fazia, parte de mim tomava,
Àquele gosto de vinho,
Ainda sentia...

Encontro

A taça, o gole, o toque, a essência e seu sabor.
Todo que se arde sem dor.
O tom, a soma da voz e veloz, o calor e seu tremor.
Um encontro que se expõe conhecimentos, minha vivência, a história que o mundo não conta.
Eu conto o qual em vão, de o que você me transmite; vida, sentimento, amor e oração.
Eu te escuto, te ouço - Sua experiência, sua dor - que seja.
A taça, o vinho e o que tudo me causou...”

Escolhas

Você cuidou de seu físico, sua beleza, escolheu a melhor roupa e mais uma vez estava naquele local boêmio de sua cidade, no meio e tudo e no meio do nada. Fazendo novos amigos e desfazendo-se no meio daqueles que se expõe para ter o melhor de si.
Você sabe o que é uma base sólida para um relacionamento? Como construir um sem atropelar circunstâncias ou sequer planejar o relacionamento tornando-se uma fórmula.
Por mais que necessite de uma técnica para relacionar-se, essa mesma técnica deve ser usada com sabedoria, sem deixar perceber que é a tal técnica,inventando coisas, inventando situações, sobre todas as emoções. E qualquer circunstância, aproxima-se de seus prazeres. Na mesma proporção, não tinham o mesmo sentido.
Todos procuram estar juntos e encontrar algo em comum, enquanto viveres aos rastros de outros seres de gerações diferentes, viverá um sonho inacabado.
Enquanto escrevo, aprecio músicas diversificadas, assim podem aguçar por partes em partes meus sentidos, dando forma sentimentos em letras, poeira fina, escorrendo pelas mãos.
Sábio foi digerir com maturidade tudo o que ocorria, para então ficar só, sem martirizar-se aos acontecimentos, mas sim, transformá-los em conhecimento ao que se comovia, transtornava.
Encontrar-se só, entre Deus e o universo, já que a sociedade carente, estariam assim reunidos em prol de toda vossas carência. Dividindo dor e alegria, de forma desconhecida. Onde confusões ali habitavam e os males se refugiavam.
Desconhecidos descontentes fingiam que se amavam, para então se sentirem confortavelmente bem. Assim chamam de amizade. Aqueles que se encontram de bares em bares e noites boemias.
O que faz a sua cabeça, faz minha alma acordar para um futuro distante.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

O futuro antigo

A praça, o velho homem tocando violão em uma barbearia; futuro previsto.
As crianças na garagem, sentadas em um antigo sofá, uma brincadeira, um sonho; futuro incerto.
O cão negro deitado ao pé da porta no sujo tapete.
A casa que avistei, o telefonema que não recebi.
Uma outra mulher me da a palavra
de Deus, como se desejasse converter-me e convicta de suas mensagens.
Na rua, tinha gente por toda parte.
Parte real, parte sonho.
Enquanto via a mata ser consumida pelas chamas, eu queria corrigir o mundo, mas ele não me corrigia.